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Um olhar sobre a depressão

7 meses ago · · 2 comments

Um olhar sobre a depressão

A  depressão é  um transtorno mental bastante comum nos dias de hoje e estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram desta doença. Segundo dados da OMS, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão da América Latina.  Ela também é a principal causa de incapacidade no mundo trazendo prejuízos nos campos pessoal, social e familiar.

Seu principal sintoma é a tristeza persistente por mais de 14 dias e que pode vir  acompanhada de outros, como: irritabilidade, perda de interesse ou prazer nas atividades, alterações no sono e apetite, insônia, agitação ou prostração, cansaço, isolamento, sentimentos de inferioridade ou culpa, dificuldade de concentração, queda de libido e pensamentos negativos e até de morte e suicídio. Fique atento se você tem 2 ou mais sintomas.

A causa dessa doença é resultado de uma interação complexa entre fatores sociais, biológicos e psicológicos. Exemplificando um pouco melhor: Nosso cérebro produz substâncias chamados neurotransmissores que controlam inúmeras funções cerebrais e, entre eles, estão a serotonina e a noradrenalina  que têm a função de trazer o bem estar, regula nosso humor e é capaz de trazer a sensação de saciedade. Pessoas com depressão têm uma concentração menor dessas substâncias no cérebro. A questão genética também é um fator a ser olhado. O risco de uma pessoa sofrer depressão é três vezes maior se um dos pais teve a doença.  Outros gatilhos podem desencadear a depressão, como: o abuso de álcool ou outras drogas, experiências de vida como um divórcio, morte, perda financeira ou de emprego, uso de algumas medicações, mudanças hormonais em mulheres após o parto, entrada na menopausa, em idosos, doenças como câncer, Alzheimer e Parkinson entre outras.

Para falar um pouco mais sobre a depressão é importante atentarmos para o tratamento adequado:

  • Seguir o tratamento medicamentoso conforme prescrição médica;
  • Psicoterapia;
  • Prática de exercícios físicos como uma caminhada entre 20 e 30 minutos;
  • Estabelecer objetivos possíveis: rotina, sono, alimentação balanceada;
  • Evitar bebidas alcoólicas e diminuir a ingestão de cafeína;
  • Fazer algo que gosta como costurar, assistir um filme, conversar com um amigo, ler, passear, plantar, etc.;
  • Evitar tomar decisões importantes.

Aqui também deixo algumas dicas que podem ajudar no processo:

  • Reconhecer os sinais o quanto antes pode evitar transtornos maiores;
  • Ingerir alguns alimentos que podem melhorar o seu humor e ajudam a combater a doença: castanha do Pará, nozes, amêndoas, leite e iogurte desnatado, melancia, abacate, mamão, banana, tangerina, laranja, maçã, mel, ovo, carne magra, peixe, aveia, centeio, espinafre, brócolis, tomate, alface, soja e chocolate amargo;
  • Estabelecer uma higiene do sono: privação do sono reduz funções imunológicas, o organismo fica mais vulnerável prejudicando a memória, o aprendizado e a restauração orgânica.
  • Escrever sobre seus sentimentos ajuda a promover melhora no quadro.  

Devemos também ter um olhar complementar em relação à depressão: uma pessoa que está passando por essa doença tende a se tornar mais analítica, ou seja, ela volta a refletir sobre si mesma ou sobre o que a rodeia. Ela geralmente pensa intensamente no seu(s) problema(s) e começa a dividir em pequenos pedaços para examinar detalhadamente cada um. É como um pequeno quebra cabeça que a pessoa vai buscando montar e entender o que acontece com ela. Muitas vezes em nossa vida apenas estamos fazendo coisas e não voltamos nossa atenção ao que sentimos ou não expressamos o que precisamos e aí emergem as doenças.

A psicoterapia é uma ótima oportunidade para cuidar de si mesmo e olhar para espaços internos que, muitas vezes, não conseguimos acessar. Uma das técnicas que utilizo para cuidar da depressão é o Brainspotting que consegue acessar exatamente esses espaços, acolher e resignificar o que for necessário. Acesse e veja o link que lá explico um pouco melhor sobre o que é esta técnica. Leia sobre Brainspotting

Como as palavras  podem influenciar na nossa vida | PNL

7 meses ago · · 1 comment

Como as palavras podem influenciar na nossa vida | PNL

Trago uma pequena reflexão sobre o poder das palavras em nossa vida. A forma de pensar influencia o nosso modo de vida e naquilo em que se acredita. Muitas vezes não se percebe o quanto se usa palavras que trazem limitações em atitudes, desejos e até mesmo objetivos. Você já parou e observou o que tem dito?

Imagine que você está para iniciar algo novo e têm muito a organizar e percebe que a tarefa traz desafios e você diz que é “difícil” e/ou “complicada”. Como você reage diante disso?  Sente um peso ou até mesmo uma “pequena dor de cabeça”?

Tudo isso é realizado por nosso cérebro que associa palavras com experiências vividas. Desta forma, certas palavras trazem uma conotação negativa e direciona a experiências nocivas sem que se perceba.  Ao pedir para que pense, repita e também sinta o que está dizendo faz com que se perceba o quanto está impedindo a possibilidade de atingir seu objetivo. Palavras como não, mas, ainda, tentar além das ditas acima são algumas delas.   

A partir daí há exerça a substituição dessas palavras por alguma que seja mais positiva, que traga mais leveza e assim você poderá alterar o percurso e alcançar aquilo que almeja.  Sugiro observar as palavras que se diz e notar o efeito que reproduz em suas ações, ideias, pensamentos e desejos. Boa sorte!!